Carrego o dia às costas do passado.
Projecto o agora no amanhã...
Invento uma mão recheada de sinais vagos,
quero indiscutivelmente ser mais,
passar além, dos demais
inverter a lógica
pensar sentidos
organizar.
Nada ao acaso
advento-me
invento-me
todos os dias...
nasço,
morro...
todas as horas...
apareço nova
vivo entre a lenda e a realidade.
Não, não sou mulher a dias do meu pensar
sou dona da minha casa
arrumo e imagino,
o complemento vivo d'mi
para outrem.
